04.11 - BRAGA - PONTE DO PORTO - RIO CALDO - ERMIDA - PEDRA BELA - GERÊS - CAMPO - VILARINHO DAS FURNAS - BRUFE - VILA VERDE - BRAGA - 135 KM
Antes de falar nesta espetacular volta, gostava de dizer que este grupo foi criado, não só para andar de bicicleta, mas também para ser um ponto de encontro entre bons amigos, onde em cada volta impera o companheirismo, a entreajuda, a confraternização e as patuscadas. O que realmente importa é chegar a Braga, em segurança e em grupo. Pode ser uma hora mais tarde ou mais cedo, isso não importa.
Esta introdução, é para dizer ao amigo Zé Manel, carinhosamente apelidado de Rambo, devido à sua estrutura mais parecida a um barril, que hoje teve um dia mau, que contamos com ele para outras etapas com esta dureza. Falo em nome de todos, ao dizer que é com grande prazer que pedalamos contigo. Só tenho pena de não apareceres mais vezes. Sabemos que o ciclismo é apenas o teu terceiro desporto e que é normal não andares tão forte porque não tens praticado, tantas vezes como desejarias, a caça submarina. É de louvar também o teu esforço, porque logo na Ermida reparaste que estavas em dia mau, e mesmo assim, quando outros desistiriam, tu seguiste, nesta jornada com muito tempo passado sozinho, de meditação e reflexão.
Começando a falar na volta. Fomos 4 camaradas que arrancámos para uma aventura que se previa, longa e dura. Tempo encoberto, mas relativamente quente, nas primeiras pedaladas. Logo aqui o suspeito do costume, o querido Anselmo, mostrava ao que ia, ao ser o menos vestido. Pelo contrário, o amigo Artur, com a irreverência do costume, ia cheio de roupa, mais parecendo uma volta de Inverno.
Primeira hora, tranquila, com direito a uma eliminação da taça no topeleven e tudo. Paragem no café de Rio Caldo porque o Anselmo, o Artur e o Zé Manel tinham descuidado o pequeno almoço. Lá comeram e lá seguimos rumo ao Gerês e à primeira dificuldade do dia. Pouco antes de chegar ao Gerês, viragem à direita para a Ermida, onde desde logo apanhámos rampas duríssimas, com um asfalto em muito mau estado. Há muito que não fazia esta subida e estava um bocado às escuras. Começou o sofrimento do Zé Manel. Pelo que diziam as placas a subida deve ter pelo menos uns 17 kms até ao miradouro da Pedra Bela.
A subida foi correndo de maneira tranquila, apenas com alguns ataques irreverentes do camarada Artur. Depois do cruzamento, Montalegre ou Pedra Bela, o ritmo endureceu e muito, primeiramente com pequenos ataques do Anselmo e do Artur. Um bocado às cegas, lancei-me ao ataque a 6km do miradouro. Os 3 kms que separam a Ermida do cruzamento, Pedra Bela - Portela do Arado, são muito duros e sofri muito. Já não me lembrava de atacar uma subida com estas rampas e o coração disparou e muito. Adivinhava-se empeno no final da subida. Já no miradouro, todos juntos, oportunidade para observar e bela paisagem e tirar algumas fotos.
A subida foi correndo de maneira tranquila, apenas com alguns ataques irreverentes do camarada Artur. Depois do cruzamento, Montalegre ou Pedra Bela, o ritmo endureceu e muito, primeiramente com pequenos ataques do Anselmo e do Artur. Um bocado às cegas, lancei-me ao ataque a 6km do miradouro. Os 3 kms que separam a Ermida do cruzamento, Pedra Bela - Portela do Arado, são muito duros e sofri muito. Já não me lembrava de atacar uma subida com estas rampas e o coração disparou e muito. Adivinhava-se empeno no final da subida. Já no miradouro, todos juntos, oportunidade para observar e bela paisagem e tirar algumas fotos.
No começo da descida para o Gêres, quase parado, o Anselmo resolveu mergulhar na estrada. Não vi esta peripécia, apenas ouvi o riso, do Artur e do Zé Manel.
A descida para o Gerês é sublime mas altamente perigosa, devido às duras rampas, ao asfalto e às curvas apertadas. Hoje, todas as descidas eram perigosas e técnicas, o que obrigava a atenção redobrada pela nossa parte.
Chegados, ao Gerês, nova dificuldade a subir Campo. Uma subida que conheço bem melhor. Ataquei de baixo e fui ao meu limite. Bela paisagem e rampas bem duras. No final da subida tempo para mais algumas fotos e confraternização.
Já aqui, o corpo pedia alimento e foi com agrado que chegámos a Covide, a um restaurante que se tem tornado habitual nas nossas voltas pela zona. Infelizmente, não tirei fotos ao repasto, falha grave. Eu e o Artur, comemos um belo prego no prato, o Zé Manel um panado no prato, e o Anselmo, com a matreirice que o carateriza um pequeno prego no pão. Já pensava na segunda parte da volta com certeza. Umaa hora de amena cavaqueira e boa disposição. Eu, pelo menos, saí de lá bem saciado. No fim saímos, sem nos esquecermos de deixar uma pequena "prenda", para a dona que tão bem nos tem recebido.
A próxima dificuldade era subir de Vilarinho das Furnas para Brufe e apreciar uma das mais belas paisagens aqui da região. De cortar a respiração, o que nos brinda a natureza neste lugar. Tempo para mais algumas fotos, algumas delas bem picantes, LOL.
O Anselmo e o Artur, subiram ao ataque e mostraram o belo momento de forma que atravessam.
Depois foi descer até Braga, sem grandes pontos de interesse. Apenas o muito trânsito, já habitual em Vila Verde e o ataque do Artur, a 20 km de Braga que mostrou que o endurance está todo lá.
O Anselmo e o Artur, subiram ao ataque e mostraram o belo momento de forma que atravessam.
Depois foi descer até Braga, sem grandes pontos de interesse. Apenas o muito trânsito, já habitual em Vila Verde e o ataque do Artur, a 20 km de Braga que mostrou que o endurance está todo lá.
Algumas saídas da corrente do nosso amigo Zé Manel que dificultaram ainda mais a sua aventura. Chegada a Braga e cada um para seu lado. A taça do dia, vai para o Zé Manel, que não se deve esquecer deste dia tão cedo. Chegou dorido, mas chegou. ~
Gostava de alertar o pessoal para o perigo de andar na estrada e que todo o cuidado é pouco. Quase a chegar a casam, dois grandes sustos. Primeiro a ultrapassar uma grande fila de carros em que uma senhora vira para a garagem e quase bato no carro. Mais em baixo, quase a chegar à minha rua, num corte sem visibilidade, ao cortar na estrada quase bato num carro que vinha de frente. Amigos, todo o cuidado é pouco na estrada porque somos sempre o elo mais fraco.
Cheguei roto, sem reservas e precisei de ir atestar calorias ao MAC com os meus camaradas cá de casa. Hoje puxei de mais. Mas adorei esta volta e esta camaradagem.
Foram nove horas na estrada. 6h30 a pedalar.
Brevemente, preciso de uma massagem do nosso profissional do grupo.
Acho que não me esqueci de nada, LOL.
Grande abraço e grande fim de semana para todos.
100Pernas
Acho que não me esqueci de nada, LOL.
Grande abraço e grande fim de semana para todos.
100Pernas

















































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